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  Recursos Didáticos para Ensino da Análise do Comportamento  
       
Entrevista com Hélio Guilhardi
     
Diálogos

O ser humano à luz do seu comportamento

Psicólogo clínico voltado para a terapia comportamental, Hélio José Guilhardi, 53 anos, nascido em Salto (SP), tem uma longa trajetória na pesquisa, terapia clínica e ensino de psicologia segundo o modelo de seleção do comportamento pelas conseqüências, com forte influência do pensador norte americano B. F. Skinner (1904 - 1990). Mestre pela USP em psicologia experimental, é atualmente professor da PUC Campinas e diretor do Instituto de Análise de Comportamento, também em Campinas, que se dedica ao atendimento clínico, à pesquisa e ao ensino da terapia comportamental. Nessa entrevista, ele fala do preconceito contra o behaviorismo, distingue a corrente radical da cognitiva e expõe seu método de terapia clínica. Guilhardi é entrevistado pelos psicólogos Roberto Alves Banaco, Tereza Maria de Azevedo Pires Sério, Maria Amália Andery, Maly Delitti, todos ligados à PUC de SP.

Roberto Banaco – Começando por uma perspectiva histórica, por que a escolha da Psicologia? E, sendo você uma pessoa tão “legal”, por que a opção pelo behaviorismo radical? (risos)
Hélio Guilhardi - O que determinou a escolha da Psicologia foi o fato de eu morar numa cidade perto de Campinas, Salto, quando foi aberto um curso de Psicologia no ano em que eu ia prestar o vestibular. O porquê do behaviorismo foi na verdade fruto do trabalho de um professor que me marcou muito e que me deu muitas oportunidades de estudar de maneira privilegiada o behaviorismo. Trata-se do professor Luís Otávio; como seu monitor tive muita oportunidade de ter acesso a leituras, de ter diálogos bem pessoais e particulares com ele, e isso fez com que eu fosse entrando no behaviorismo de uma forma diferenciada. Descobri bem cedo o potencial da abordagem e bem cedo me livrei também dos preconceitos que cercam essa posição teórica.

Maria Amália Andery – Como foi para você sair da formação rígida de pesquisa e ir para a prática clínica?
Guilhardi – Minha entrada na clínica foi bastante circunstancial. Toda a minha formação estava dirigida para me tornar um professor e um pesquisador. No entanto, quando eu estava no último ano da faculdade houve ali uma ruptura política e todos os professores se demitiram. Eu que estava com tudo programado para fazer o mestrado e doutoramento nos Estados Unidos e me preparar para ser um pesquisador e professor, de repente me vi desamparado, porque toda a equipe saiu. Um desses professores teve que se afastar da carreira acadêmica e, juntamente com alguns alunos, se voltou para a prática clínica. Esse foi o meu ponta pé inicial. Logo em seguida, para minha felicidade, fui convidado pela professora Maria do Carmo Guedes para iniciar algumas atividades acadêmicas na PUC SP. Então, tive duas oportunidades simultaneamente: de continuar na carreira acadêmica, via PUC SP e de começar a prática clínica via esfacelamento da PUC de Campinas.

Tereza Sério – Sua carreira se compõe de quatro facetas: pesquisador, terapeuta clínico, estudioso da análise do comportamento e formador. Você enxerga isso ou a gente o está vendo de um jeito muito bom? (risos)
Guilhardi – Acho que não tomei algumas decisões conscientemente. Elas foram se tornando conscientes à medida que fui me desenvolvendo. No início da minha formação, fui submetido a duas classes de contingências diferentes: as geradas pela comunidade acadêmica e às geradas pela comunidade do cliente. E como nós adotamos uma posição teórica que enfatiza que o comportamento é selecionado pelas suas conseqüências, acabei sendo levado a apresentar maior variabilidade de comportamentos adequados para cada comunidade. Meu processo é bastante particular; fui me afastando dos modelos disponíveis na literatura e nos centros acadêmicos. Não conseguia ser tecnicista, mecanicista, uma caixa vazia como se apregoava serem as leis do behaviorismo, porque eu lidava com gente que me cobrava: era sensível às solicitações tanto de um aluno que queria saber, como às de um cliente que precisava de ajuda.

Maly Delitti – Hoje você é, para nós todos, um clínico. Com características muito especiais, mas um clínico. O que o levou a isso?
Guilhardi – Eis uma questão para a qual eu não estou completamente consciente. Não saberia responder com exatidão a que contingências eu respondi. Pode parecer estranho para alguns, mas a atividade de pesquisador é uma atividade que provê reforçadores extremamente importantes, mas a longo prazo, e trabalho como clínico provê conseqüências a curto prazo. Isso pode ser uma rede de contingências a qual eu respondi. De qualquer maneira, nunca consegui deixar de responder às contingências produzidas pela universidade, tanto que a instituição em que trabalho não é tipicamente clínica, é um centro de formação. Realizamos pesquisa, cursos, promovemos eventos... Procuro dentro da clínica não me tornar apenas um “atendedor” de cliente, mas criar a possibilidade de formação e pesquisa.

Tereza – Você vê alguma relação entre os caminhos que você tomou e o modelo brasileiro da Psicologia?
Guilhardi – Uma das coisas que talvez tenha me movido nessa direção foi a possibilidade de responder a uma questão que os alunos freqüentemente me colocavam: o que fazer com essas informações conceituais e experimentais? A oportunidade que tive de trabalhar simultaneamente na Universidade e na Clínica me colocou numa posição privilegiada, podendo falar dos conceitos, princípios básicos, metodologia e ao mesmo tempo ilustrá-los com a minha vivência clínica. Fui percebendo que o behaviorismo, no seu início visto como uma proposta árida em termos de contribuição social, tinha a possibilidade de contribuir no nível da clínica. Em nível de ensino, já havia experiências extremamente importantes, como o curso personalizado. Passando para outro nível de preocupação: qual é a minha contribuição para o behaviorismo num sentido mais amplo, mais abrangente? Ela se dá ao estimular alunos a aprenderem o behaviorismo... acho que sou um caixeiro-viajante: onde eu vou levo os livros do Skinner e meu repertório comportamental para falar e ensinar, na busca não só da divulgação como da estimulação, para que algumas mentes – sendo mentalista – (risos)
para que algumas pessoas possam dar continuidade a esse desenvolvimento.

Maria Amália – Alguns analistas do comportamento modernos dizem que a análise do comportamento mudou quando o analista deixou de ser um modificador de comportamento e passou a ser um terapeuta. Que aconteceu nesse percurso?
Guilhardi – Talvez, para a geração mais jovem, os termos “Modificação de Comportamento” e “Terapia Comportamental” não tenham o significado e o peso que tiveram para nós. Quando estava terminando a faculdade, isso nos idos de 70, havia uma divisão muito nítida entre os modificadores de comportamento, que eram aquelas pessoas que aplicavam os conhecimentos do behaviorismo e da ciência do comportamento (nem falávamos na época em behaviorismo radical) e o grupo que recebia uma influência maior de Hull, Pavlov e que fazia Terapia Comportamental, basicamente psiquiatras americanos. Quando me formei e fui para a clínica, não tínhamos disponíveis modelos de atuação em clínica. Como que órfãos de um modelo, queríamos fazer uma terapia ligada à teoria de aprendizagem e que não fosse de natureza mentalista. O que na época estava mais perto da gente era o modelo da Terapia Comportamental de Wolpe; eram as técnicas de dessensibilização, de treino de assertividade. Nós tínhamos um duplo papel: por um lado, quando trabalhávamos com criança ou numa instituição de deficientes, clientes mais próximos do modelo de Modificação de Comportamento, aplicávamos os princípios tal qual aprendíamos nos livros. Quando o cliente era adulto, na falta de um modelo do behaviorismo, apelávamos para as técnicas basicamente desenvolvidas por Wolpe. Essa, era na verdade, uma abordagem mecanicista, embora não tivéssemos consciência clara disso. Assim, nesse início, quando a situação permitia, éramos modificadores de comportamento; quando a situação se tornava mais complexa, faltava criatividade para extrair do behaviorismo a abordagem para uma terapia em consultório. A pressão para trabalhar em clínica tem uma importância histórica. Adotávamos, à época, o modelo médico de atendimento face à face, uma terapia basicamente verbal. Nas aulas, os alunos perguntavam: “Mas como é que se faz?” “Como é que se reforça o cliente?” “Dá balinha para ele?” “Como é que você pune o cliente?” Eles estavam transpondo conceitos básicos diretamente para a situação clínica. A essas perguntas eu não sabia responder; nenhum modelo estava disponível. Mas, isso criava contingências para modificar o meu comportamento e criar variabilidade no repertório de atendimento clínico. Eu diria que nessa época ainda estávamos fortemente influenciados pelo modelo tradicional de atendimento de consultório.

Maly – E hoje?
Guilhardi – O tempo passou, comecei a perceber que a simples aplicação de técnicas não funcionava. Comecei a não ser reforçado pela aplicação do modelo estrito da terapia comportamental. Uma parte dos colegas simplesmente abandonou a terapia comportamental. Outros, mais teimosos, continuaram aplicando as técnicas; menos psicólogos e mais tecnólogos, vamos chamar assim. Mas nós, e nesse ponto a Universidade teve papel fundamental, continuamos tentando extrair do estudo alguma pista de como atuar. Skinner não foi um psicólogo clínico e acho que nem gostaria de ter sido. A proposta dele foi além de uma psicologia clínica. Mas, os conhecimentos que ele desenvolveu e divulgou têm um potencial extraordinário para nos acolher em qualquer ambiente de trabalho e com praticamente qualquer tipo de pessoa que se queira trabalhar. Isso estava contido, e nós precisávamos abrir a casca do ovo e descobrir o seu conteúdo. Fomos evoluindo e hoje fazemos uma psicologia clínica baseada no modelo do behaviorismo radical. Trabalhamos fazendo com que as contingências modelem, selecionem os comportamentos dos clientes e, por sua vez, eles geram contingências que selecionam, modelam nossos comportamentos. Então eu diria que a nossa terapia adota o modelo de seleção do comportamento pelas suas conseqüências. Foi um longo caminho e a terapia de hoje nem de perto se assemelha à dos primórdios; ganhou estrutura, funcionalidade, uma personalidade muito própria.

Maria Amália – Qual é o diferencial? O que há de tão especial nesse modelo terapêutico?
Guilhardi – Acho que é um modelo que permite ao estudioso saber com o que está lidando e saber lidar com o que quer lidar. Existe uma frase que eu repito sem me cansar: temos que ser sujeitos e não objetos da nossa história. O behaviorismo concebe o ser humano como um organismo que se comporta e, ao se comportar, produz conseqüências, atua no ambiente. As transformações que provoca também o modificam, dando ao homem uma possibilidade imensa de intervenção no seu destino e na busca dos objetivos que ele almeja. Isso é o que mais me toca, essa possibilidade de me fazer sujeito da minha história e contribuir para que a história do meu grupo social, da nossa comunidade, também possa caminhar numa direção construtiva de crescimento.

Maly – Como isso aparece na terapia?
Guilhardi – Uma crítica que se faz ao behaviorismo é que ele teria uma atuação manipuladora. Uma manipulação daquele que detém o poder sobre o fraco. A visão que tenho é completamente oposta e ela vem do próprio behaviorismo. A aquisição do conhecimento permite àquele que não o detinha vir a ser um indivíduo consciente e capaz de determinar os seus próprios caminhos. Na terapia a gente fala sobre contingências, e contingência é uma palavra extremamente forte: é a possibilidade de você atuar e modificar o seu comportamento e o de outras pessoas. Infelizmente, na clínica, essa ajuda atinge a um grupo muito pequeno, mas é uma forma de transformar o próprio behaviorismo através de um processo em experimentação.

Roberto – Como é que uma terapia verbal consegue promover, no repertório comportamental de uma pessoa, mudanças para enfrentamento de problemas?
Guilhardi – Podemos atuar em dois níveis: manipulação direta das contingências, no qual criam-se as contingências que modificam ou influenciam o comportamento. Outra possibilidade é descrever contingências para o cliente. Acontece que a mera descrição não basta. O que fazemos ao descrever as contingências é permitir ao cliente visualizar quais são os determinantes de seu comportamento, tanto aqueles que o levam a sofrer, como aqueles que lhe trazem satisfação e promovem o seu desenvolvimento. O ponto crítico é a estimulação para que essas contingências sejam testadas no cotidiano. Quando o indivíduo ouve uma descrição das contingências está diante de uma hipótese que o terapeuta levanta, mas trata-se de uma hipótese testável. Não acreditamos que o comportamento seja auto-determinado, nem que tenha uma auto-manutenção. É determinado e mantido pelas contingências ambientais, que são de natureza física, química, biológica e principalmente comportamental. O comportamento é meio para produzir mais comportamento e alterar comportamento. Então, o segredo não está na verbalização, mas na possibilidade que a verbalização traz para que o indivíduo, consciente do que pode estar determinando suas ações, possa testar e, ao testar, comprovar ou refutar a possibilidade de ser aquela a contingência funcionalmente relevante. E, como conseqüência disso, influenciar para modificá-la.

Roberto – Como é que você encara os sentimentos, as emoções, numa abordagem como a que você está assumindo?
Guilhardi – Os behavioristas de primeira viagem - vamos chamá-los de behavioristas metodológicos - em nome de preocupações metodológicas, só atribuem importância aos eventos que podem ser observados por dois ou mais observadores, isto é, aos comportamentos públicos. Skinner não endossa essa proposta e entende que o mundo interno, os eventos privados também são objetos de estudo e passíveis de responder às mesmas leis do comportamento público. Nesse sentido, há um acolhimento àquilo que tradicionalmente chamamos de fantasias, pensamentos, imagens, sonhos e assim por diante. O behaviorismo radical os considera manifestações do organismo; são comportamentos comoos públicos, respondem às mesmas leis. A única diferença entre o comportamento público e o privado está na acessibilidade de sua observação, não na sua natureza. E os sentimentos? Sobre os sentimentos, Skinner explica que são produtos das contingências: dadas as contingências, o organismo se comporta e sente. Nesse sentido, consideramos e podemos trabalhar com os sentimentos, a partir da possibilidade de trabalharmos com as contingências. As palavras que descrevem e se referem a sentimentos não são muito precisas, então não são confiáveis. Quando uma pessoa diz que está ansiosa ou angustiada, ou deprimida, ou agitada, pode estar se referindo a coisas muito parecidas ou completamente diferentes das que outra pessoa, usando as mesmas palavras, estaria descrevendo. O que importa é identificar as contingências que estão produzindo esses estados corporais aos quais as pessoas dão nomes de sentimentos.

Roberto – Existe uma análise de que o behaviorismo estaria perdendo espaço para uma associação entre behaviorismo e cognitivismo. Isso está acontecendo? Que diferenças você vê entre behaviorismo e cognitivismo?
Guilhardi – Partindo de um pressuposto de cooperação, vamos viver e deixar os outros viverem. A terapia comportamental cognitiva tem o direito de se propor, de fazer o seu trabalho e o faz com seriedade. Porém, do meu ponto de vista, o behaviorismo radical e a terapia comportamental cognitiva são irreconciliáveis, porque partem de pressupostos completamentes diferentes. O cognitivismo é mentalista e o behaviorismo radical não. O que aproxima um do outro é a palavra comportamental, mas é muito pouco, porque se nós fôssemos discutir com um terapeuta comportamental cognitivo iríamos verificar que inclusive a definição de comportamento não vai coincidir. O cognitivismo é uma forma de mentalismo, de mecanicismo e atribui ao mental uma força causadora, iniciadora de outros comportamentos que não coincide com a maneira como o behaviorismo radical conceitua e trabalha o comportamento. O caminho não está numa síntese das duas propostas. Uma não enriquece a outra. Ambas merecem respeito, tendo pessoas sérias trabalhando e pesquisando, mas eu acho que o ecletismo que as coloca juntas é pernicioso. Cada qual tem uma maneira muito própria e diferente de ver o seu objeto de estudo. O behaviorismo radical tem crescido enquanto divulgação das suas possibilidades e do seu conteúdo e, embora seja uma matéria difícil e cercada de muito preconceito, depende do nosso trabalho mostrar o seu potencial. O behaviorismo é muito frequentemente acusado de ser pouco humano. O que nós queremos na verdade não é o desenvolvimento de comportamentos; queremos, ao desenvolver comportamento, que as pessoas cresçam, se tornem mais felizes, mais integradas. Agora, as pessoas não são uma abstração: são organismos, são comportamentos públicos e encobertos, são sentimentos, cada qual merecendo um nível de análise, de estudo e de intervenção. O behaviorismo vê a pessoa como um todo, incluindo seu mundo interno - comportamentos e sentimentos - e aquilo que ela expressa publicamente. Uma pessoa que trabalha com o behaviorismo, conforme nós o entendemos, não evita, pelo contrário, promove a pessoa integral.

Chamadas internas (opções)

7 - 1“Não conseguia ser tecnicista, mecanicista, uma caixa vazia, como se apregoava serem as leis do behaviorismo, porque eu lidava com gente que me cobrava: era sensível às solicitações tanto de um aluno que queria saber, como às de um cliente que precisava de ajuda”.

4- 2“Fui percebendo que o behaviorismo, no seu início visto como uma proposta árida em termos de contribuição social, tinha a possibilidade de contribuir no nível da clínica.”

5-3 “Os conhecimentos que Skinner desenvolveu e divulgou têm um potencial extraordinário para nos acolher em qualquer ambiente de trabalho e com praticamente qualquer tipo de pessoa que se queira trabalhar. Isso estava contido, e nós precisávamos abrir a casca do ovo e descobrir o seu conteúdo.”

3-4 “O behaviorismo concebe o ser humano como um organismo que se comporta e, ao se comportar, produz conseqüências, atua no ambiente. As transformações que provoca também o modificam, dando ao homem uma possibilidade imensa de intervenção no seu destino e na busca dos objetivos que ele almeja.”

1 - 5“Não acreditamos que o comportamento seja auto-determinado, nem que tenha uma auto-manutenção. É determinado e mantido pelas contingências ambientais, que são de natureza física, química, biológica e principalmente comportamental. O comportamento é meio para produzir mais comportamento e alterar comportamento.”

2-6 “Acho que a maoir dificuldade na compreensão de Skinner está na dificuldade de nos desligarmos de conceitos mentalistas e adotarmos um novo paradigma de percepção e de compreensão do homem e do seu lugar no mundo.”

? - 7 “O behaviorismo é muito frequentemente acusado de ser pouco humano. O que nós queremos na verdade não é o desenvolvimento de comportamentos; queremos, ao desenvolver comportamento, que as pessoas cresçam, se tornem mais felizes, mais integradas.”
     
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