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  Recursos Didáticos para Ensino da Análise do Comportamento  
       
Sele玢o Por Conseqncias
B. F. Skinner
     
Sele玢o Por Conseqncias
B. F. Skinner

A hist髍ia do comportamento humano, se considerarmos o in韈io com a origem da vida na terra, ?possivelmente superada em amplitude apenas pela hist髍ia do universo. Assim como o astr鬾omo e o cosmologista, o historiador trabalha apenas com a reconstru玢o do que pode ter acontecido, ao inv閟 de revisar os fatos registrados. A hist髍ia presumivelmente come鏾u n鉶 com um big bang, mas com aquele momento extraordin醨io quando surgiu uma mol閏ula que tinha o poder de se auto-reproduzir. Foi ent鉶 que a sele玢o por conseqncias fez sua apari玢o de uma forma casual. A reprodu玢o foi por si s?uma primeira conseqncia, e levou atrav閟 da sele玢o natural ?evolu玢o de c閘ulas, 髍g鉶s e organismos que se auto reproduziram sob condi珲es altamente diversas.
O que chamamos de comportamento evoluiu como um conjunto de fun珲es indo al閙 do interc鈓bio entre organismos e ambiente. Em um mundo razoavelmente est醰el isto poderia ser no m醲imo parte da capacidade gen閠ica das esp閏ies, como a digest鉶, a respira玢o ou qualquer outra fun玢o biol骻ica. O comportamento funcionou bem apenas sob condi珲es mais ou menos similares 鄎uelas sob as quais foi selecionado. A reprodu玢o sob condi珲es muito mais amplas se tornou poss韛el com evolu玢o de dois processos atrav閟 dos quais os organismos individuais adquiriram comportamento apropriado para novos ambientes. Atrav閟 do condicionamento respondente (Pavloviano), as respostas preparadas antes pela sele玢o natural poderiam estar sob controle de novos est韒ulos. Atrav閟 do condicionamento operante, as novas respostas poderiam ser fortalecidas ("refor鏰das") por eventos que imediatamente as seguiram.

UM SEGUNDO TIPO DE SELE敲O
O condicionamento operante ?um segundo tipo de sele玢o por conseqncias, que deve ter evolu韉o em paralelo com dois outros produtos das mesmas conting阯cias da sele玢o natural ?uma suscetibilidade de refor鏾s para certos tipos de conseqncias e uma fonte de comportamento menos comprometido especificamente para esclarecer ou liberar os est韒ulos. (A maioria dos operantes s鉶 selecionados a partir do comportamento que tem pouca ou nenhuma rela玢o com tais est韒ulos).
Quando as conseqncias selecionadas s鉶 as mesmas, o condicionamento operante e a sele玢o natural trabalham juntas de forma redundante. Por exemplo, o comportamento de um patinho em seguir a sua m鉫 ?aparentemente o produto n鉶 apenas de uma sele玢o natural (os patinhos tendem a se mover em dire玢o a objetos m髒eis grandes), mas tamb閙 de uma suscetibilidade evolu韉a para refor鏾 (reinforcement) pela proximidade de tal objeto, como mostrou Peterson (1960). A conseqncia comum ?que o patinho fica perto de sua m鉫. (Impress鉶 / imprinting ?um processo diferente, pr髕imo ao condicionamento respondente).
Uma vez que uma esp閏ie que rapidamente adquira comportamento apropriado a um dado ambiente tenha menos necessidade de um repert髍io inato, o condicionamento operante poderia n鉶 somente suplementar a sele玢o natural de comportamento, mas poderia substitu?la. Houve vantagens favorecendo tal mudan鏰. Quando membros de uma esp閏ie comem um certo alimento simplesmente porque isto tenha um valor para a sobreviv阯cia, a comida n鉶 precisa ser, e presumivelmente n鉶 ? um refor鏰dor. Da mesma forma, quando um comportamento sexual ?simplesmente um produto da sele玢o natural, o contato sexual n鉶 precisa ser, e presumivelmente n鉶 ? um refor鏰dor. Mas, quando atrav閟 da evolu玢o de suscetibilidades especiais, a comida e o contato sexual se tornam refor鏰dores, novas formas de comportamento podem surgir. Nova formas de ajuntamento, processamento e de cultivo de alimentos e novas formas de comportamento sexual ou de formas que levam apenas eventualmente ao refor鏾 sexual podem ser constru韉as e mantidas. O comportamento condicionado dessa forma n鉶 ?necessariamente adaptativo; s鉶 consumidos alimentos que n鉶 s鉶 saud醰eis, e o comportamento sexual fortaleceu aquilo que n鉶 est?relacionado com a procria玢o.
Muito do comportamento estudado pelos et髄ogos ?a corte, os pares, o cuidado com os jovens, a agress鉶 intra-esp閏ie, a defesa de territ髍io, e assim por diante ??social. Est?dentro desta faixa de sele玢o natural f醕il, porque outros membros de uma esp閏ie s鉶 aqueles de caracter韘ticas mais est醰eis do desenvolvimento de uma esp閏ie. Os repert髍ios sociais inatos s鉶 suplementados pela imita玢o. Ao correr quando outros correm, por exemplo, um animal responde ?libera玢o de um est韒ulo ao qual n鉶 havia sido exposto. Um tipo diferente de imita玢o, muito mais amplo, resulta do fato de que as conting阯cias do refor鏾 que induzem um organismo a se comportar de uma dada maneira ir?freq黣ntemente afetar outro organismo quando este se comporta da mesma maneira. Um repert髍io imitativo que traz o imitador sob o controle de novas conting阯cias ?ent鉶 adquirido.
A esp閏ie humana presumivelmente se tornou muito mais social quando sua musculatura vocal ganhou controle operante. Gritos de alarme, a chamada de parceiros, amea鏰s agressivas, e outros tipos de comportamento vocal podem ser modificados atrav閟 do condicionamento operante, mas aparentemente apenas com respeito ?ocasi鉶 em que ocorrem ou sua taxa de ocorr阯cia. (O comportamento vocal imitativo de certos p醩saros deve ser uma exce玢o, mas se tem conseqncias seletivas compar醰eis 鄎uelas dos gritos de alarme ou de chamada de parceiros, estas s鉶 obscuras. O comportamento vocal do papagaio ?constru韉o, na melhor das hip髏eses, por uma conseqncia trivial, envolvendo uma semelhan鏰 entre sons produzidos e sons ouvidos).
A habilidade da esp閏ie humana de adquirir novas formas atrav閟 da sele玢o por conseqncias presumivelmente resultou da evolu玢o de uma inerva玢o especial da musculatura vocal, junto com uma fonte de comportamento vocal n鉶 t鉶 fortemente sob o controle de est韒ulos ou liberadores ?o balbuciar das crian鏰s a partir dos quais os operantes verbais s鉶 selecionados. Nenhuma nova suscetibilidade ao refor鏾 foi necess醨ia porque as conseqncias do comportamento verbal s鉶 distinguidas apenas pelo fato de que s鉶 mediadas por outras pessoas (Skinner,1957).
O desenvolvimento do controle ambiental sobre a musculatura vocal estendeu muito a ajuda que uma pessoa recebe de outras. Ao se comportarem verbalmente, as pessoas cooperam mais bem sucedidamente em empreendimentos comuns. Ao se aceitar conselhos, obedecer avisos, seguir instru珲es, e observar regras, eles se beneficiam do que os outros j?aprenderam. As pr醫icas 閠icas s鉶 refor鏰das pelas suas codifica珲es em leis, e t閏nicas especiais de auto-gereciamento 閠ico e intelectual s鉶 planejados e ensinados. O auto-conhecimento ou consci阯cia surge quando uma pessoa pergunta a outra coisas como "O que voc?vai fazer?" ou "Porque voc?fez isso?". A inven玢o do alfabeto ampliou estas vantagens sobre grandes dist鈔cias e per韔dos de tempo. H?muito tem sido dito para dar ?esp閏ie humana sua posi玢o 鷑ica, embora seja poss韛el que esta unicidade seja simplesmente a extens鉶 do controle operante da musculatura vocal.


UM TERCEIRO TIPO DE SELE敲O
O comportamento verbal aumentou significantemente a import鈔cia de um terceiro tipo de sele玢o por conseqncias, a evolu玢o dos ambientes sociais ou culturas. O processo presumivelmente come鏾u no n韛el do individual. Uma melhor forma de fazer uma ferramenta, cultivar alimentos, ou ensinar uma crian鏰 ?refor鏰do por suas conseqncias ?a ferramenta, a comida, ou um ajudante 鷗il, respectivamente . Uma cultura evolui quando as pr醫icas origin醨ias desta forma contribuem para o sucesso do grupo praticante em resolver seus problemas. ?o efeito no grupo, e n鉶 as conseqncias refor鏰das para os membros individualmente, que ?respons醰el pela evolu玢o da cultura.
Em resumo, o comportamento humano ?um produto da jun玢o de (i) as conting阯cias de sobreviv阯cia respons醰eis pela sele玢o natural das esp閏ies e (ii) as conting阯cias de refor鏾 respons醰eis pelos repert髍ios adquiridos pelos seus membros, incluindo (iii) as conting阯cias especiais mantidas por um ambiente social evolu韉o. (Definitivamente, ?claro, tudo isso ?uma quest鉶 de sele玢o natural, uma vez que o condicionamento operante ?um processo evolu韉o, no qual as pr醫icas culturais s鉶 aplica珲es especiais).

SIMILARIDADES E DIFEREN茿S
Cada um dos tr阺 n韛eis de varia玢o e sele玢o tem sua pr髉ria disciplina ?o primeiro, biologia; o segundo, psicologia; e o terceiro, antropologia. Apenas o segundo, condicionamento operante, ocorre em uma velocidade no qual pode ser observado de momento a momento. Bi髄ogos e antrop髄ogos estudam os processos atrav閟 dos quais varia珲es surgem e s鉶 selecionadas, mas estes meramente reconstroem a evolu玢o de uma esp閏ie ou cultura. O condicionamento operante ?sele玢o em progresso. Assemelha-se a cem milh鮡s de anos de sele玢o natural ou mil anos de evolu玢o de uma cultura compactada em um per韔do muito curto de tempo.
A imedia玢o do condicionamento operante tem certas vantagens pr醫icas. Por exemplo, quando uma caracter韘tica atual adaptativa ?presumivelmente muito complexa para ter ocorrido na sua presente forma como uma varia玢o 鷑ica, esta ?usualmente explicada como produto de uma seqncia de varia珲es mais simples, cada uma com seu pr髉rio valor de sobreviv阯cia. ?pr醫ica padr鉶 na teoria evolutiva observar tais seqncias, e os antrop髄ogos e historiadores t阭 reconstru韉o os est醙ios atrav閟 dos quais os c骴igos 閠icos e de moral, a arte, a m鷖ica, a literatura, a ci阯cia, a tecnologia, e assim por diante, tem presumivelmente evolu韉o. Um operante complexo, no entanto, pode na verdade ser "moldado atrav閟 de aproxima玢o sucessiva" pelo arranjo de uma s閞ie graduada de conting阯cias de refor鏾. (Padr鮡s de comportamento inato muito complexos para terem surgido como varia珲es 鷑icas podem ter sido moldados por mudan鏰s geol骻icas devido ao plat?tect鬾ico (Skinner 1975a).
Uma quest鉶 atual em n韛el i tem paralelo com os n韛eis ii e iii. Se a sele玢o natural ?um princ韕io v醠ido, porque muitas esp閏ies permanecem imut醰eis por milhares ou mesmo milh鮡s de anos? Presumivelmente, a resposta ?que tanto n鉶 ocorreram varia珲es ou que aquelas que ocorreram n鉶 foram selecionadas pelas conting阯cias prevalecentes. Quest鮡s similares t阭 sido feitas nos n韛eis ii e iii. Porque pessoas continuam a fazer coisas da mesma maneira durante anos? Porque grupos de pessoas continuam a observar velhas pr醫icas durante s閏ulos? As respostas s鉶 presumivelmente as mesmas: cada uma das novas varia珲es (novas formas de comportamento ou novas pr醫icas) n鉶 t阭 aparecido, ou aquelas que apareceram n鉶 foram selecionadas pelas conting阯cias prevalecentes (de refor鏰mento ou da sobreviv阯cia do grupo). Em todos os tr阺 n韛eis uma mudan鏰 repentina e possivelmente extensiva ?explicada como sendo devida a varia珲es selecionadas por conting阯cias prevalecentes ou a novas conting阯cias. A competi玢o com outras esp閏ies, pessoas ou culturas podem ou n鉶 estar envolvidas. As coa珲es estruturais podem tamb閙 ter um papel nos tr阺 n韛eis.
Outra quest鉶 ?a defini玢o ou identidade de uma esp閏ie, pessoa ou cultura. As caracter韘ticas em uma esp閏ie e as pr醫icas em uma cultura s鉶 transmitidas de gera玢o a gera玢o, mas o comportamento refor鏰do ?"transmitido" apenas no sentido da parte remanescente do repert髍io do indiv韉uo. Onde esp閏ies e culturas s鉶 definidas por restri珲es impostas sobre a transmiss鉶 ?por genes e cromossomos e digamos, isolamento geogr醘ico respectivamente ?um problema de defini玢o (ou identidade) surge no n韛el ii, apenas quando conting阯cias diferentes de refor鏾 criam repert髍ios diferentes, como egos ou pessoas.

ESQUEMAS EXPLICATIVOS TRADICIONAIS
Como um modo casual, a sele玢o por conseqncias foi descoberta muito tarde na hist髍ia da ci阯cia ?na verdade menos que um s閏ulo e meio atr醩 ?e ainda n鉶 ?totalmente reconhecida ou compreendida, especialmente nos n韛eis ii e iii. O fato pelo qual tem sido for鏰do dentro do padr鉶 casual de mecanismos cl醩sicos, e muitos dos esquemas explicativos elaborados no processo devem agora ser descartados. Alguns dos quais tem grande prest韌io e s鉶 fortemente defendidos em todos os tr阺 n韛eis. Aqui est鉶 quatro exemplos:
Um ato anterior ?cria玢o- (i) A sele玢o natural substitui um criador muito especial e ainda ?desafiada porque o faz. (ii) O condicionamento operante proporciona uma descri玢o similarmente controversa do comportamento ("volunt醨io") tradicionalmente atribu韉o a uma mente criativa. (iii) A evolu玢o de um ambiente social substitui a suposta origem de uma cultura como um contrato social ou de pr醫icas sociais como mandamentos.
Prop髎ito ou inten玢o ?Apenas conseqncias passadas figuram na sele玢o. (i) uma esp閏ie particular n鉶 tem olhos de forma que seus membros possam ver melhor; os t阭 porque certos membros, submetidos ?varia玢o , foram capazes de ver melhor e assim mais prov醰eis de transmitir a varia玢o. (ii) As conseqncias do comportamento operante n鉶 s鉶 o que o comportamento ?agora; s鉶 meramente similares 鄐 conseqncias que tem moldado e mantido o comportamento. (iii) As pessoas n鉶 observam pr醫icas particulares para que o grupo tenha probabilidade de sobreviver; eles as observam porque os grupos que induziram seus membros a agirem assim, sobreviveram e os transmitiram.
Certas ess阯cias ?(i) Uma mol閏ula que podia se auto-reproduzir e evoluir para c閘ula, 髍g鉶 e organismo estava viva t鉶 logo veio ?exist阯cia sem a ajuda de um princ韕io vital chamado "vida". (ii.) O comportamento operante ?moldado e trazido ao controle do ambiente sem a interven玢o de um princ韕io da mente. (Supor que o pensamento apareceu como uma varia玢o, como uma caracter韘tica morfol骻ica na teoria gen閠ica ?invocar um grande saltum desnecess醨io). (iii) Os ambientes sociais geram o auto-conhecimento ("raz鉶") sem a ajuda da mente de um grupo ou zeitgeist.
Dizer isso n鉶 ?reduzir a vida, a mente ou zeitgeist ao f韘ico; ?simplesmente reconhecer a natureza consum韛el das ess阯cias. Os fatos s鉶 como eles sempre tem sido. Dizer que a sele玢o por conseqncias ?um modo casual encontrado apenas nas coisas vivas ?apenas dizer que aquela sele玢o (ou a "r閜lica com erro" o que o tornou poss韛el) define "vivo". (Um computador pode ser programado para o modelo de sele玢o natural, condicionamento operante, ou a evolu玢o de uma cultura, mas apenas quando constru韉o e programado por uma coisa viva). A base f韘ica da sele玢o natural est?agora mais ou menos clara: a base correspondente do condicionamento operante e portanto, da evolu玢o das culturas, tem ainda que ser descoberta.
Certas defini珲es de bom e valor. (i) o que ?bom para as esp閏ies ?aquilo que promove a sobreviv阯cia de seus membros at?que os filhos tenham nascido e possivelmente sejam cuidados. Boas caracter韘ticas s鉶 ditas como as que t阭 valor de sobreviv阯cia. Entre elas est鉶 as suscetibilidades para o refor鏾 por muitas das coisas que dizemos ter o gosto bom, parecer bom. E assim por diante. (ii.) O comportamento de uma pessoa ?bom se ?efetivo sob as conting阯cias prevalecentes de refor鏾. N髎 valorizamos tal comportamento e, na verdade, o refor鏰mos ao dizermos "bom!". O comportamento em rela玢o aos outros ?bom se ?bom para os outros neste sentido. (iii) O que ?bom para uma cultura ?aquilo que promove sua sobreviv阯cia, tal como manter um grupo unido ou transmitir suas pr醫icas. Estas n鉶 s鉶, ?claro, defini珲es tradicionais; elas n鉶 reconhecem um mundo de valores distintos de um mundo de fatos, e por outras raz鮡s e serem observadas em breve, elas s鉶 desafiadas.

ALTERNATIVAS ?SELE敲O
Um exemplo de tentativa de assimilar a sele玢o por conseqncia ?casualidade dos mecanismos cl醩sicos ?o termo "press鉶 de sele玢o", que aparece para converter a sele玢o em algo que force uma mudan鏰. Um exemplo mais s閞io ?a met醘ora da armazenagem. As conting阯cias da sele玢o est鉶 necessariamente no passado: elas n鉶 est鉶 agindo quando seus efeitos s鉶 observados. Para proporcionar uma causa atual, j?se foi considerado que elas s鉶 armazenadas (usualmente com "informa玢o") e mais tarde acessadas. Assim, (i) dizem que genes e cromossomos "cont阭 a informa玢o" necess醨ia pelo 髒ulo fertilizado para que este cres鏰 e se torne um organismo maduro. Mas, uma c閘ula n鉶 consulta uma fonte de informa珲es para aprender como se transformar; se transforma por causa das caracter韘ticas que s鉶 produtos de uma hist髍ia de varia玢o e sele玢o, um produto que n鉶 ?bem representado pela met醘ora do armazenamento. (ii.) Dizem que as pessoas armazenam informa珲es sobre conting阯cias de refor鏾 e as consultam (ou buscam) para o uso em ocasi鮡s posteriores. Mas elas n鉶 consultam c髉ias de conting阯cias anteriores para descobrir como se comportar; elas se comportam de certas maneiras porque foram mudadas por aquelas conting阯cias. As conting阯cias podem talvez ser inferidas de mudan鏰s que elas tenham trabalhado, mas que n鉶 mais existem.(iii) Um uso possivelmente leg韙imo de "armazenamento" na evolu玢o das culturas deve ser respons醰el por estes erros. Partes do ambiente social mantido e transmitido por um grupo est鉶 literalmente armazenados em documentos, artefatos, e outros produtos daquele comportamento.
Outras for鏰s casuais servindo in lieu da sele玢o tem sido buscado da estrutura das esp閏ies, pessoas, ou cultura. A organiza玢o ?um exemplo. (i) At?recentemente, a maioria dos bi髄ogos discutiam que a organiza玢o distinguiu coisas vivas de n鉶-vivas. (ii.) De acordo com psic髄ogos da Gestalt e outros, ambas as percep珲es e atos ocorrem em certas formas inevit醰eis por causa de sua organiza玢o. (iii) Muitos antrop髄ogos e ling黫stas apelam para a organiza玢o das pr醫icas culturais e lingsticas. ?verdade que todas as esp閏ies, pessoas e culturas s鉶 altamente organizadas, mas nenhum princ韕io de organiza玢o explica o fato de o serem. Tanto a organiza玢o e os efeitos atribu韉os a ela podem ser tra鏰dos nas conting阯cias respectivas da sele玢o. Outro exemplo ?o crescimento. O desenvolvimento ?o estruturalismo com tempo ou idade adicionados como uma vari醰el independente. (i) Houve evid阯cia antes de Darwin que as esp閏ies tinham se "desenvolvido" (ii.) Os psic髄ogos cognitivos tem discutido que os conceitos se desenvolvem na crian鏰 em certas ordens fixas, e Freud disse o mesmo para as fun珲es psicosexuais.(iii) Alguns antrop髄ogos tem sustentado que as culturas devem evoluir atrav閟 de uma s閞ie prescrita de est醙ios, e Marx disse o mesmo em sua insist阯cia pelo determinismo hist髍ico. Mas todos os tr阺 n韛eis podem ser explicados pelo "desenvolvimento" de conting阯cias da sele玢o. Novas conting阯cias da sele玢o natural v阭 dentro de uma faixa, uma vez que as esp閏ies evoluem; novas conting阯cias de refor鏾 que come鏰m a operar como comportamento se tornam mais complexas; e novas conting阯cias de sobreviv阯cia s鉶 trabalhadas por culturas mais efetivas.

SELE敲O NIGLIGENCIADA
A for鏰 casual atribu韉a ?estrutura como um substituto da sele玢o causa problemas quando se diz que uma caracter韘tica em um n韛el explica uma caracter韘tica similar em outro a prioridade hist髍ica da sele玢o natural usualmente dando a ela um lugar especial. A sociobiologia oferece muitos exemplos. O comportamento descrito como defesa de territ髍io pode ser devido a (i) conting阯cias de sobreviv阯cia na evolu玢o de uma esp閏ie, possivelmente envolvendo suprimento de alimentos ou pr醫ica de procria玢o; (ii.) as conting阯cias de refor鏾 para o indiv韉uo, possivelmente envolvendo uma parte dos refor鏰dores dispon韛eis no territ髍io; ou (iii)conting阯cias mantidas pelas pr醫icas culturais de um grupo promovendo o comportamento que contribua para a sobreviv阯cia do grupo. Da mesma forma, o comportamento altru韘ta (i) pode evoluir atrav閟 de digamos, sele玢o de parentes (consang黫nidade); (ii.) pode ser moldado e mantido por conting阯cias de refor鏾 arranjadas por aqueles cujo comportamento trabalha uma vantagem; ou (iii) pode ser gerado por culturas as quais, por exemplo, induzam os indiv韉uos a sofrerem ou morrerem como her骾s ou m醨tires. As conting阯cias da sele玢o em tr阺 n韛eis s鉶 bastante diferentes, e a similaridade n鉶 atesta um princ韕io generativo comum.
Quando uma for鏰 comum ?designada para a estrutura, a sele玢o tende a ser negligenciada. Muitas quest鮡s que surgem na moral 閠ica podem ser resolvidas pela especifica玢o do n韛el de sele玢o. O que ?bom para o indiv韉uo ou cultura pode ter m醩 conseqncias para a esp閏ie, como quando o refor鏾 sexual leva a super popula玢o ou o refor鏾 de amenidades da civiliza玢o leva ?exaust鉶 de recursos: o que ?bom para a esp閏ie ou cultura pode ser ruim para o indiv韉uo, como quando pr醫icas para controlar a procria玢o ou preservar os recursos restringem a liberdade do indiv韉uo; e assim por diante. N鉶 h?nada inconsistente ou contradit髍io sobre os usos de "bom" e "mal", ou sobre outro julgamento de valor, uma vez que o n韛el da sele玢o seja especificado.

UM AGENTE INICIANTE
O papel da sele玢o por conseqncias tem particularmente sofrido resist阯cia porque n鉶 h?lugar para o agente iniciante sugerido pelos mecanismos cl醩sicos. Tentamos identificar tal agente quando dizemos (i) que uma esp閏ie se adapta a um ambiente, ao inv閟 de dizer que o ambiente seleciona as caracter韘ticas adaptativas; (ii.) que um indiv韉uo se ajusta a uma situa玢o, ao inv閟 da situa玢o se moldar e manter o comportamento ajustado; e (iii) que um grupo de pessoas resolvem um problema surgido por certas circunst鈔cias, ao inv閟 das circunst鈔cias selecionarem as pr醫icas culturais que produzem uma solu玢o.
A quest鉶 de um agente iniciante ?levantada em forma mais aguda por nosso pr髉rio lugar na hist髍ia. Darwin e Spencer pensavam que a sele玢o levaria necessariamente ?perfei玢o, mas as esp閏ies ,pessoas e culturas, todas pereceram quando n鉶 puderam lidar com a r醦ida mudan鏰, e a nossa esp閏ie parece estar amea鏰da. Devemos esperar que a sele玢o resolva os problemas de superpopula玢o, exaust鉶 de recursos, polui玢o ambiental e holocausto nuclear, ou podemos dar passos expl韈itos para tornar nosso futuro mais seguro? No 鷏timo caso, n鉶 devemos em algum senso transcender a sele玢o?
Pode-se dizer que poder韆mos intervir no processo de sele玢o quando como geneticidas mudamos as caracter韘ticas de uma esp閏ie ou criamos novas esp閏ies, ou quando como governantes, empregadores ou professores mudamos o comportamento das pessoas, ou quando planejamos novas pr醫icas culturais; mas em nenhuma dessas formas escapamos da sele玢o por conseqncias. Em primeiro lugar, n髎 trabalhamos apenas atrav閟 da varia玢o e sele玢o. No n韛el i ?podemos mudar genes e cromossomos ou conting阯cias da sobreviv阯cia, como numa procria玢o seletiva. No n韛el ii. podemos introduzir novas formas de comportamento ?por exemplo, mostrando ou contando as pessoas o que fazemos a respeito das conting阯cias seletivas. N韛el iii podemos, introduzir novas pr醫icas culturais, ou raramente encontrarmos conting阯cias especiais de sobreviv阯cia ?por exemplo, para preservar uma pr醫ica tradicional. Tendo feito essas coisas, devemos esperar que a sele玢o ocorra. (Existe uma raz鉶 especial porque essas limita珲es s鉶 significantes. Freq黣ntemente se diz que a esp閏ie humana ?agora capaz de faz?lo no sentido o qual o termo "controle" ?usado nos mecanismos cl醩sicos. N鉶 o faz pela mesma raz鉶 que os seres vivos n鉶 s鉶 m醧uinas; a sele玢o por conseqncias faz a diferen鏰.). Em segundo lugar, devemos considerar a possibilidade de que nosso comportamento na interven玢o ?por si s?um produto de sele玢o. Tendemos a nos ver como agentes iniciantes apenas porque sabemos ou nos lembramos t鉶 pouco das nossas hist髍ias gen閠icas e ambientais.
Embora n鉶 possamos prognosticar muitas das conting阯cias da sele玢o aos quais a esp閏ie humana estar?provavelmente exposta em todos os tr阺 n韛eis e que podem especificar o comportamento que ir?satisfazer muitos deles, n鉶 pudemos estabelecer as pr醫icas culturais sob as quais aquele comportamento ?selecionado e mantido. ?poss韛el, que nosso esfor鏾 para preservar o papel do indiv韉uo como um originador esteja errado, e que um conhecimento mais amplo do papel da sele玢o por conseqncias far?uma diferen鏰 importante.
A presente cena n鉶 ?encorajante. A psicologia ?a disciplina de escolha no n韛el ii, mas poucos psic髄ogos prestam aten玢o ?sele玢o. Os existencialistas entre eles est鉶 explicitamente preocupados com o 慳qui e agora? ao inv閟 do 憄assado e futuro? Os estruturalistas e desenvolvimentistas tendem a negligenciar as conting阯cias seletivas em sua busca pelos princ韕ios causais, tais como a organiza玢o e o crescimento. A convic玢o de que as conting阯cias est鉶 armazenadas como informa珲es ?apenas uma das raz鮡s porque o apelo 鄐 fun珲es cognitivas n鉶 ?鷗il. As tr阺 personas da teoria psicanal韙ica est鉶 em muitos aspectos pr髕imas aos nossos tr阺 n韛eis de sele玢o; mas o ID. n鉶 representa adequadamente a enorme contribui玢o da hist髍ia natural das esp閏ies; o superego, mesmo com a ajuda do ego ideal, n鉶 representa adequadamente a contribui玢o do ambiente social para a linguagem, auto- conhecimento e auto gerenciamento 閠ico e intelectual; e o ego tem pouca probabilidade de repert髍io pessoal adquirido sob as conting阯cias pr醫icas da vida di醨ia
O campo conhecido como an醠ise experimental do comportamento tem explorado extensivamente a sele玢o por conseqncias , mas sua concep玢o de comportamento humano sofre resist阯cias, e muitas de suas aplica珲es pr醫icas s鉶 rejeitadas, precisamente para uma pessoa como um agente iniciante. As ci阯cias comportamentais no n韛el iii mostram defici阯cias similares. A antropologia ?altamente estrutural, e os cientistas pol韙icos e economistas usualmente tratam o indiv韉uo como um agente iniciante livre. A filosofia e as letras n鉶 oferecem dire珲es promissoras.
Um reconhecimento apropriado da a玢o seletiva do ambiente significa uma mudan鏰 em nossa concep玢o de origem do comportamento, que ?possivelmente t鉶 extenso quanto aquele da origem das esp閏ies. Uma vez que aderimos ?vis鉶 de que uma pessoa ?um ator, fazedor ou causador inicial de comportamento, poderemos provavelmente continuar a negligenciar as condi珲es que devem ser mudadas se vamos resolver nossos problemas (Skinner, 1971)
?curioso que a no玢o de sele玢o por conseqncias tenha aparecido t鉶 tarde na hist髍ia do pensamento humano. A sele玢o ?encontrada apenas nas coisas vivas(seres vivos), e n鉶 h?d鷙ida, mas as pessoas tem se interessado pelas coisas vivas, bem como por coisas n鉶 vivas. Uma explica玢o poss韛el ?que o efeito da sele玢o ?algo atrasado. Vemos o produto, mas n鉶 vemos o processo; portanto tendemos a atribuir o produto a um produto atual das conting阯cias seletiva ao inv閟 das pr髉rias conting阯cias.
Um ato criativo ?um tipo de substituto da sele玢o; o prop髎ito ?outro. Os bi髄ogos t阭 lidado com seu lugar suposto na origem das esp閏ies. Os psic髄ogos mostram menos concord鈔cia sobre seu lugar na origem do comportamento. Os psic髄ogos cognitivos, por exemplo, tendem a chamar o comportamento operante de "direcionado ao objetivo", mas a dire玢o ao objetivo ?apenas um substituto atual de uma hist髍ia de conseqncias refor鏰doras. O intencionalismo da filosofia moderna tamb閙 serve como um substituto de uma hist髍ia pessoal.
A raz鉶 porque a sele玢o por conseqncias tem sido a tanto tempo negligenciada deve ser a mesma raz鉶 pela qual ainda ?t鉶 mal compreendida.


*Tradu玢o do original: Selection by consequences. Science, 1981, 213, 501-504.
     
Fonte:  Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 2007, Vol. IX, nº 1, 129-137
     
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